Espiritualidade, saúde e bem-estar

Muitas são as abordagens no campo da psicologia e da saúde mental que têm focado na melhoria da qualidade de vida, no bem-estar e na felicidade. Um dos exemplos que mais tem obtido sucesso nesse enfoque é a Psicologia Positiva. A partir de práticas simples e construção de hábitos mais saudáveis, essa abordagem une espiritualidade e bem-estar de maneira muito produtiva.

Porém, é muito interessante notar que tudo aquilo que os cientistas dessa área têm comprovado através de alguns fundamentos da espiritualidade oriental pode perfeitamente ser aplicado aos pilares da espiritualidade cristã.

Cito apenas 3 dicas, facilmente aplicáveis com os nossos pequenos, que podem ajudar a tornar momentos simples de conexão com Deus em grandes antídotos para as explosões emocionais e o estresse infantil do dia a dia.

1. Oração de gratidão – A gratidão é não apenas uma virtude, mas também fonte de bem-estar e promotora de relaxamento. É um dos grandes hábitos de pessoas felizes. Podemos estimular a criança a reconhecer e agradecer a Deus por tudo aquilo de bom que ela recebeu. Ajudá-la a produzir orações espontâneas de agradecimento ao Criador, valorizando tudo aquilo que Ele é e que Ele faz em seu favor.

2. Adoração e contemplação – Contemplar o belo é outro hábito essencial para uma vida serena e saudável. Podemos incluir na vida de oração da criança o reconhecimento da mão de Deus e da Sua graça em tudo que existe ao seu redor. Ajudá-la a perceber que há uma ordem, uma harmonia, uma beleza e uma lógica que é ao mesmo tempo natural e divina em toda a natureza e nos relacionamentos humanos. Tudo que Deus criou é bom e belo, pois reflete a grandeza do Criador! Acima de tudo, estimular a contemplação do próprio Deus em momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento. Adorar a Deus é se deixar encantar pela maravilha que é o Senhor.

3. Exercícios respiratórios – um importante aspecto dos estados de relaxamento e bem-estar é um ritmo respiratório adequado. As orações recitadas repetidamente, com suas falas e suas pausas ritmadas, assim como os cânticos de louvor, têm uma importante função na regulação da respiração e na promoção de respirações profundas, capazes de combater os hormônios do estresse e de liberar hormônios de bem-estar. Orar calma e pausadamente organiza a respiração e o mundo interno e produz efeitos relaxantes.

Rezar faz bem não apenas para o espírito, mas também para o corpo e a mente!

                                                                                                          Colaboração
Yolanda Abreu
Psicóloga clínica e educacional
Especialista em Psicologia Escolar
Atua como psicóloga escolar da Secretaria de Educação da Prefeitura de Itaguaí

YOUCAT – Porque procuramos Deus? Podemos descobrir sua existência com a nossa razão?

Santo Agostinho dizia: “Tu criaste-nos e o nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti”.

Esse desejo em nós de procurá-Lo e encontrá-Lo vem de Deus mesmo, Ele colocou essa sede em nosso coração. A esse desejo damos o nome de “Religião”.

É próprio da natureza humana o anseio pela verdade e felicidade. É, sem dúvida, uma busca daquilo que a sustenta, que a satisfaz e a torna útil absolutamente. Somente quando se encontra Deus é que uma pessoa se encontra consigo mesma. Santa Edith Stein afirmava: “Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ela”.

É evidente que podemos, com a nossa razão, descobrir Deus. O mundo não pode ter origem nem fim em si mesmo. É preciso enxergar além do que se vê. Em tudo que é, que existe devemos ter um olhar mais minucioso, mais zeloso. A ordem, a beleza e o desenvolvimento, tudo isso nos remete para Deus.

Cada pessoa humana está aberta ao Verdadeiro, ao Bom e ao Belo. Ela ouve a voz da  consciência que a adverte do mal e que a impele para o bem. Quem segue esta pista encontra Deus.

Procure observar os sinais de Deus, eles são constantes. Siga essa pista e você encontrará  Deus

Amor ou Dependência

Para viver plenamente o amor cristão, é preciso deixar que Deus reordene nossas relações de apego. Isso significa deixar que Deus seja Deus, seja o centro e a prioridade da nossa vida. Jesus nos ensina uma dolorosa mas importante lição:

“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” (Mt 10, 37s)

Se amamos nosso filho a ponto de colocarmos ele acima de tudo e de todos, nos tornamos escravos dessa relação. Isso não é saudável, nem para nós nem pra eles. Se em nome desse amor nós pecamos, mentimos, nós maltratamos o filho ou a nós mesmos, já não é mais amor pleno. Somente Deus pode nos ensinar a amar na medida! O amor comunhão, fruto da liberdade dos filhos de Deus. É desse amor que nosso filho precisa. Ele não precisa ser idolatrado, ou superprotegido. Ele precisa aprender com nosso exemplo que a felicidade se resume a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Colaboração
Yolanda Abreu
Psicóloga clínica e educacional
Especialista em Psicologia Escolar
Atua como psicóloga escolar da Secretaria de Educação da Prefeitura de Itaguaí