Pentecostes

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2, 1-4)

Pentecostes é o derramar  do Espírito. É a promessa de Jesus que se cumpre nos Apóstolos. “Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.” (Jo 16, 7-11).

Ainda hoje, o Espírito Santo se manifesta com poder a todo àquele que O busca de  coração. Ele  se deixa encontrar e quando isso acontece, faz morada nessa alma.

   

Quaresma, tempo de reflexão

Quaresma, tempo de silêncio, oração e conversão 

 A Quaresma é um tempo de escuta da Palavra e de reflexão, de busca e de entrega. É um tempo em que Deus nos convida à conversão profunda e verdadeira.

O pecado, que nos afasta de Deus, foi o que levou Jesus a vir até nós e, numa entrega completa de amor, morrer na cruz. Devemos arrancar o pecado da nossa alma para estarmos prontos quando nos encontrarmos face a face com Deus.

Viver a Quaresma é buscar a Santidade. É um tempo em que devemos silenciar para ouvir mais aquilo que em nossa alma clama que precisa de conversão. É importante tomar consciência do pecado e ter o desejo de tirá-lo da alma. É nesse sentido que a Quaresma é um período de penitência.

Se a Quaresma é um tempo privilegiado para a busca da santidade, toda a nossa vida de cristãos deve ser vivida como esforço para adquirir as virtudes e lutar contra o inimigo. Pedro exortava os cristãos: “Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, fortes na fé” (I Pd, 5, 8-9a).

Esse combate é um combate interior. O papa Leão Magno, em uma pregação, disse: “É agora que os nossos corações devem se mover com maior fervor para a perfeição espiritual. (…) Muitos combates acontecem dentro de nós mesmos, os desejos da carne se opõem aos do espírito e os do espírito, aos da carne. (…) Mas aquele que está em nós é mais forte do que aquele que está contra nós”. E, ainda, em outra homilia afirmou: “A quaresma é tempo de limpar e enfeitar a casa por dentro. Convém que vivamos sempre de modo sábio e santo, dirigindo nossa vontade e nossas ações para aquilo que sabemos agradar a Deus”.

Com o tempo da Quaresma, também tem início a Campanha da Fraternidade, cujo objetivo é contribuir para uma sociedade mais fraterna, justa e igualitária. Com o tema “Fraternidade e superação da violência” e o lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8), a Campanha visa mostrar a cultura de violência que hoje está presente nos mais diferentes âmbitos da sociedade.

 

 

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem sua origem na Sagrada Escritura

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A devoção ao Sagrado Coração, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: no gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA

A Palavra é um dom. O outro é um dom

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Quaresma, tempo de Oração

A Quaresma é o tempo propício para um verdadeiro encontro com Deus. O que a Igreja nos pede? Jejum, oração e penitência.

A Quaresma nos leva a uma maior reflexão sobre os passos de Cristo em sua caminhada até a cruz. A Igreja convida a viver em plenitude o mistério da Paixão de Cristo,  isso é um movimento, um querer diário. Essencialmente, o período é um retiro espiritual, são quarenta dias voltado à reflexão, onde todo cristão se recolhe em oração e penitência preparando o espírito para a acolhida do Cristo Vivo.

Após o período de quarenta dias, se inicia oTríduo Pascal, que termina no Domingo de Páscoa.

Cada passo dado durante a Quaresma nos aproxima mais do Cristo vivo no Sacramento da Eucaristia.

O Dízimo do Senhor

“Honra ao Senhor com os teus bens e com a primeira parte de todos os teus ganhos; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Provérbios 3; 9,10)

A prática do dízimo não é um ato que se faça sem que o coração esteja envolvido. Tudo o que temos vem de Deus, justo será que lhe entreguemos parte dos bens com que Ele próprio nos cumula.

Já no Antigo Testamento observamos o patriarca Abraão, que oferece o dízimo: “Considerai, pois, quão grande é aquele a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos seus mais ricos espólios. 5Os filhos de Levi, revestidos do sacerdócio, na qualidade de filhos de Abraão, têm por missão receber o dízimo legal do povo, isto é, de seus irmãos”. (Hb 7,4-5) 

Carta Apostólica “Misericordia et misera”

Íntegra da Carta Apostólica “Misericordia et Misera” do Papa Francisco, por ocasião do encerramento do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia.

CARTA APOSTÓLICA MISERICORDIA ET MISERA do Santo Padre FRANCISCO

MISERICÓRDIA E MÍSERA (misericordia et misera) são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera (cf. Jo 8, 1-11). Não podia encontrar expressão mais bela e coerente do que esta, para fazer compreender o mistério do amor de Deus quando vem ao encontro do pecador: “Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia”.[1] Quanta piedade e justiça divina nesta narração! O seu ensinamento, ao mesmo tempo que ilumina a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, indica o caminho que somos chamados a percorrer no futuro.

A Porta Santa é um gesto da misericórdia de Deus

A Porta Santa é uma porta especial em uma catedral ou em uma basílica,  aberta somente em anos jubilares. Normalmente esse acontecimento se repete a cada 25 anos, intervalo entre os anos santos ordinários. Entretanto ela pode ser aberta durante anos extraordinários como fez em 1983, o então Papa João Paulo II.

Em 8 de dezembro de 2015, Papa Francisco inaugurou o Ano Santo da Misericórdia abrindo a Porta Santa que ficará aberta até 20 de novembro de 2016.

Muitos se perguntam o significado da Porta Santa. ”A Porta Santa é simbólica: ela representa o passo do pecado à redenção, da morte à vida, do não crer à fé. Jesus se descreve como “a Porta”. Precisamos entrar por ele para chegar ao Pai. A porta é a via da salvação”.

Papa Francisco lembra que :“haverá nesta ocasião uma Porta da Misericórdia, e quem passar por ela poderá experimentar o amor de Deus que consola, que perdoa e dá esperança”.

O dia 8 de dezembro escolhido para o início do Ano Jubilar tem duplo significado. Nessa data celebramos a solenidade da Imaculada Conceição. A Virgem Maria é a porta pela qual a Salvação entrou no mundo, além disso,  marca os 50 anos do Concílio Vaticano II.

Passar pela Porta Santa, não é somente cumprir uma preceito. Passando por essa Porta você recebe uma indulgência plenária, ou seja, a “remissão da pena temporal pelos pecados perdoados em confissão”  sempre e quando o ato for acompanhado pela comunhão e pela confissão, e a pessoa fizer um ato de fé, rezar pelas intenções do Papa e realizar um ato de misericórdia.

Carta do Papa Francisco com indicações acerca do Jubileu da Misericórdia

Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Nova Evangelização

A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito,  desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.

“Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2016

Queridos irmãos e irmãs!

Na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia recordei que “há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai” (Misericordiae Vultus, 3). De fato, o amor de Deus quer chegar a todos e cada um, transformando aqueles que acolhem o abraço do Pai noutros tantos braços que se abrem e abraçam para que todo o ser humano saiba que é amado como filho e se sinta “em casa” na única família humana. Deste modo, a ternura paterna de Deus, que se estende solícita sobre todos, mostra-se particularmente sensível às necessidades da ovelha ferida, cansada ou enferma, como faz o pastor com o rebanho. Foi assim que Jesus Cristo nos falou do Pai, dizendo que Ele Se inclina sobre o homem chagado de miséria física ou moral e, quanto mais se agravam as suas condições, tanto mais se revela a eficácia da misericórdia divina.

 “Igreja, família de Deus – A profecia dos relacionamentos”

 

“Igreja, família de Deus – a profecia dos relacionamentos” é o título do meu primeiro livro. Na verdade, é uma coletânea dos escritos que eu fiz ao longo desses 14 anos para a Comunidade Coração Novo e que foram organizados por Luciano Rocha, tendo em vista o fato de que eu já pregava nas igrejas sobre esse tema e levava essas mensagens que eu tinha para a comunidade também com uma visão eclesial para as paróquias e outras comunidades.

 “Aos Pés da Cruz”

O bispo auxiliar, animador dos Diáconos na Arquidiocese, Dom Luiz Henrique, escreveu assim na apresentação do livro “Aos pés da Cruz”, escritos pelos alunos da escola diaconal: “O livro se destaca pela simplicidade, o que é próprio das coisas de Deus. Tem como objetivo ajudar a todos os fiéis no caminho da espiritualidade e da prática sacramental”.

Segundo Luciano, o livro visa dividir com os irmãos de comunidade paroquial um pouco da espiritualidade franciscana que animou a vida de Padre Pio. Num primeiro momento o leitor é convidado, então, a conhecer um pouco da vida de São Pio de Pietrelcina. Foram selecionados alguns textos importantes, inclusive a homilia de João Paulo II na ocasião da canonização de Padre Pio. Depois há meditações diárias, a partir de frases de Padre Pio e da Palavra de Deus. Há orações compostas por ele e orações de cunho franciscano e mariano.

Por fim, foi selecionada, das Fontes Franciscanas o escrito “A Perfeita Alegria”. Este lindo conto místico faz parte de um conjunto de histórias chamadas “Fioretti” (Florzinhas). Trata-se de pequenos relatos sobre a vida de São Francisco de Assis e dos primeiros frades. Eram histórias transmitidas de maneira oral e compiladas muitos anos depois. De modo particular, “A Perfeita Alegria” expressa muito bem a mística franciscana e nos ajuda a entender melhor a espiritualidade que Frei Pio vivia. De acordo com os alunos, esse é um ‘livro de cabeceira’, para ser lido com calma, e se tornar parte das orações diárias.