Advento: Tempo de Esperança

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu… tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou…tempo de chorar e tempo de rir… tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora… tempo de calar e tempo de falar…Tempo de amar e tempo de odiar… tempo de guerra e tempo de paz.” O livro do Eclesiastes  nos lembra que para tudo existe um tempo. Entramos no tempo do Advento. Tempo de espera, de renovar em nossos corações a esperança em Jesus que virá. Este é o grande sinal do primeiro tempo do Ano Litúrgico, o tempo da esperança, do cumprimento da promessa e da paz. 

Esse tempo de espera deve ser para nós, cristãos, uma preparação para vivenciarmos a alegria prometida. A expectativa do Natal que se aproxima, deve ser, também, um tempo de reflexão das nossas atitudes. O Advento nos dá a oportunidade do arrependimento de nossas faltas e a busca de um tempo novo em nossas vidas: Tempo de amar, de servir, de perdoar, de promover a paz

Amar a Igreja? Ainda é possível?

Ir. Martina Braga OSB[1]


[1] Monja beneditina na Abadia de Santa Walburga, Alemanha; doutora em História da Igreja contemporânea pela Universidade de Navarra, Espanha; professora de História e Doutrina Social da Igreja; autora de ‘Lições de Gustavo Corção’, Quadrante, SP.

            Há um episódio, encontrado aqui e ali em fontes muito diversas, que certamente tem um quê de fundo histórico. É uma história por demais realista para ter sido inventada. Em qualquer caso, tendo acontecido ou não, a narração traz em si uma verdade muito profunda que, me parece, merece ser lembrada e repetida.  

            No século XV, em plenos tempos da Renascença, moravam em Paris, França, um cardeal e um judeu. Eles tinha estudado juntos, conheciam-se muito bem e eram excelentes amigos. Sendo ambos pessoas piedosas e tendo grande confiança um no outro, era natural que nas suas longas conversas o assunto religioso sempre viesse à tona.

            O judeu procurava convencer o cardeal de que Jesus não podia ser o Messias esperado. Os cristãos não se parecem nada com o povo santo da nova e gloriosa Jerusalém, ele argumentava. O cardeal, por sua parte, retorquia ao amigo: ‘Vive o cristianismo profundamente, descobre a Jesus pessoalmente, e tu verás que Ele é quem que tu procuras…’ Os dois sorriam, a discussão parava aí e a estima mútua permanecia inabalada.

            Até um dia em que o judeu anunciou ao amigo, com um sorriso maroto: ‘Negócios importantes me chamam em Roma por três meses. Parto amanhã. Quem sabe agora não me converto? Se tu rezares especialmente ao teu Jesus…’

            Para sua surpresa, o cardeal alarmou-se. ‘Roma? Precisas mesmo ir lá? Por que não resolves teus assuntos por cartas?’

            ‘Ora, ora, e eu pensei que a notícia te deixaria exultante! Lá, ao pé do túmulo do Apóstolo Pedro, não é a oportunidade de ouro que tu esperavas para que o meu espírito abraçasse a tua fé?’

            O cardeal calou-se e o seu rosto sério mostrava uma grande preocupação. Ele sabia bem que a Roma da Renascença era o pior exemplo que o seu amigo poderia ter da religião cristã. Nepotismo, orgulho, avareza, politicagem, luxúria… nada disso faltava no clero romano, e nem mesmo no palácio pontifício. O bom judeu era um homem de vida honrada e honesta, sua conversão era agora um caso perdido. Que ironia… o amigo iria a Roma e ela seria causa do seu afastamento definitivo da Igreja.

            O bom cardeal suspirou. ‘Que o Deus único e todo-poderoso te guarde, meu velho companheiro. O único que eu te peço é que perdoes a fraqueza dos cristãos… e não meças por eles a divindade do Mestre…’

            Os três meses se passaram. O cardeal rezava todos os dias pelo bom judeu mas a certeza de que este regressaria indignado e definitivamente fechado a qualquer centelha de fé cristã deixavam-no acabrunhado e triste.

            Numa tarde de inverno, sentindo-se velho e cansado, o bom sacerdote rezava o seu rosário junto ao fogo já meio apagado da lareira e pedia à Virgem Mãe que olhasse pela Igreja em tão doloroso estado. Nisso bateram à porta e, antes que ele pudesse levantar-se, lá entrou o seu velho amigo judeu.   

            Vinha bronzeado, sua espessa barba tinha sido aparada, seus olhos brilhavam com típicas inteligência e bondade. E, no entanto, algo nele parecia novo, diferente… O cardeal levantou-se e estendeu as mãos. Seu coração se preparara para escutar as palavras amargas que o outro certamente lhe diria acerca da sua viagem. Qual não foi a sua imensa surpresa quando o judeu se ajoelhou diante dele e disse, com voz firme mas comovida:

            ‘Eu peço que tu me instruas nas verdades da fé cristã e me batizes. Logo que possível.’

            Seria uma brincadeira de mau gosto? Não, isso não combinava com o amigo, homem piedoso e sério… O cardeal perguntou, confuso:

            ‘O que houve? O que tu estás dizendo? Ser batizado? Mas então Roma…’

            ‘Roma é uma das cidades mais corruptas que eu já visitei. O clero é lastimável e a política eclesiástica um escândalo. Luxo e miséria convivem lado a lado, rodeados de intrigas, interesses escusos, e carreirismo. O celibato é praticamente desconhecido. O orgulho insuportável.”

            ‘E no entanto…? Tu pedes ainda o batismo? Não entendo…’

            ‘Meu bom amigo, eu tenho uma longa experiência e uma intuição infalível para achar objetos de valor. Eu posso detectar a autenticidade de uma pedra preciosa mesmo que ela esteja coberta de lama ou envolta na poeira dos séculos. Em Roma eu vi essa lama e essa poeira. Mas a pérola estava lá. Em meio à toda aquela corrupção permaneciam inalteráveis a beleza da liturgia, a força dos sacramentos, a autenticidade da palavra de Deus. Mesmo o clero, que perde as almas pelo seu mal exemplo, prega ainda uma verdade que é superior a eles. Se eles seguissem o que eles mesmos dizem, seriam santos. E da boca do Santo Padre, ainda que não das suas ações, saem doutrina e moral íntegras. Mais do que tudo, em meio a toda aquela balbúrdia, eu vi pessoas – sacerdotes, religiosos e leigos – que vivem com sacrifício e modéstia os mandamentos de Jesus. Gente cheia de caridade, de humildade e de fé. Eu descobri a pedra preciosa. Uma igreja que, apesar de todo o pecado dos seus membros, sobrevive mil e quinhentos anos com a sua doutrina perene e é capaz de suscitar pessoas santas em meio ao lamaçal do mundo, só pode ser verdadeira. É Deus que está por trás dela. Eu creio agora no Senhor Jesus.’

            Nós vivemos no século XXI. Temos a graça imensa de presenciar uma longa sucessão de papas santos. Roma não é mais hoje a Roma da Renascença. Os exemplos de vida sacrificada e dedicada a Deus são também inúmeras na nossa Igreja – quantos santos modernos canonizados, alguns dos quais nós vimos ainda nosso meio!

            E, no entanto, também nos nossos tempos há a lama e a poeira. O carreirismo eclesiástico, a falta de firmeza na fé, o mundanismo, o deslumbramento perante a riqueza e a fama, a falta de fidelidade, a superficialidade e a fraqueza de caráter, a corrupção ideológica da doutrina e da moral, tudo isso são problemas que atingem a todos nós, católicos modernos, clérigos, religiosos e leigos. E quando isso chega a pecados gravíssimos como os abusos sexuais e a blasfêmia com relação aos sacramentos, a dor de todo o povo de Deus é imensa e as vítimas, diretas ou indiretas, incontáveis. Deus tenha piedade de nós.

            Nada disso, porém, destrói a pedra preciosa. Ela permanece lá, ainda que coberta de detritos. E é nela que está posta a nossa fé, não nos detritos. E a ela que nós devemos amar, não a sujeira que a envolve. Quando nós dizemos no Credo: eu creio na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, o que dizemos é que cremos nesta pedra preciosa, na esposa mística de Cristo, na sociedade daqueles que, pela sua vida santa, seguem os ensinamentos do Bom Pastor.

            Cremos na palavra de Deus, na reta doutrina, na moral íntegra e pura, na força dos sacramentos, na comunhão dos santos que fazem parte da Igreja, aqui e no céu. Cremos que Deus garante a infalibilidade do Santo Padre em questões de fé. Cremos na união dos bispos com o papa. Cremos no valor da ordenação sacerdotal. Cremos na autenticidade da vida consagrada a Deus. Cremos na santidade das famílias. E isso tudo apesar dos defeitos individuais que todos esses membros – nós entre eles – possam ter.

            Por quê? Em última análise porque cremos em Nosso Senhor Jesus Cristo, fundador e cabeça da Igreja, e na Sua promessa de que as portas do inferno – por mais que tentem – não prevalecerão contra ela. Na Igreja há lama e sujeira deixada pelo pecado, mas só nela descobrimos, por baixo dessa crosta impura, a pedra preciosa, única e verdadeira. Fora dela pode haver, aparentemente, menos poeira. Mas não há nada mais do que bijuteria. A pedra preciosa é o Senhor, Ele mesmo, e as Suas promessas.

            Em tempos de crise, em temos de lamaçal, agarremo-nos com amor à pedra preciosa e não a percamos de vista: a palavra de Deus, os sacramentos, a vida de santidade, a fidelidade às nossas promessas, a obediência ao magistério legítimo da Igreja, o exemplo e a intercessão dos santos, especialmente da Bem-aventurada Virgem Mãe. Ancorados e seguros, podemos lutar contra as tempestades sem que elas nos atinjam. Podemos manter a serenidade e a alegria dos confessores e dos mártires. Podemos saber-nos sempre acompanhados do céu. Podemos ser firmes na esperança, na fé e na caridade. Podemos seguir adiante, seguros de que o mundo passará, mas o Cristo permanece o mesmo na Sua Igreja, ontem, hoje e sempre.  

Pentecostes

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2, 1-4)

Pentecostes é o derramar  do Espírito. É a promessa de Jesus que se cumpre nos Apóstolos. “Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.” (Jo 16, 7-11).

Ainda hoje, o Espírito Santo se manifesta com poder a todo àquele que O busca de  coração. Ele  se deixa encontrar e quando isso acontece, faz morada nessa alma.

   

Quaresma, tempo de reflexão

Quaresma, tempo de silêncio, oração e conversão 

 A Quaresma é um tempo de escuta da Palavra e de reflexão, de busca e de entrega. É um tempo em que Deus nos convida à conversão profunda e verdadeira.

O pecado, que nos afasta de Deus, foi o que levou Jesus a vir até nós e, numa entrega completa de amor, morrer na cruz. Devemos arrancar o pecado da nossa alma para estarmos prontos quando nos encontrarmos face a face com Deus.

Viver a Quaresma é buscar a Santidade. É um tempo em que devemos silenciar para ouvir mais aquilo que em nossa alma clama que precisa de conversão. É importante tomar consciência do pecado e ter o desejo de tirá-lo da alma. É nesse sentido que a Quaresma é um período de penitência.

Se a Quaresma é um tempo privilegiado para a busca da santidade, toda a nossa vida de cristãos deve ser vivida como esforço para adquirir as virtudes e lutar contra o inimigo. Pedro exortava os cristãos: “Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, fortes na fé” (I Pd, 5, 8-9a).

Esse combate é um combate interior. O papa Leão Magno, em uma pregação, disse: “É agora que os nossos corações devem se mover com maior fervor para a perfeição espiritual. (…) Muitos combates acontecem dentro de nós mesmos, os desejos da carne se opõem aos do espírito e os do espírito, aos da carne. (…) Mas aquele que está em nós é mais forte do que aquele que está contra nós”. E, ainda, em outra homilia afirmou: “A quaresma é tempo de limpar e enfeitar a casa por dentro. Convém que vivamos sempre de modo sábio e santo, dirigindo nossa vontade e nossas ações para aquilo que sabemos agradar a Deus”.

Com o tempo da Quaresma, também tem início a Campanha da Fraternidade, cujo objetivo é contribuir para uma sociedade mais fraterna, justa e igualitária. Com o tema “Fraternidade e superação da violência” e o lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8), a Campanha visa mostrar a cultura de violência que hoje está presente nos mais diferentes âmbitos da sociedade.

 

 

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem sua origem na Sagrada Escritura

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A devoção ao Sagrado Coração, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: no gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA

A Palavra é um dom. O outro é um dom

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Quaresma, tempo de Oração

A Quaresma é o tempo propício para um verdadeiro encontro com Deus. O que a Igreja nos pede? Jejum, oração e penitência.

A Quaresma nos leva a uma maior reflexão sobre os passos de Cristo em sua caminhada até a cruz. A Igreja convida a viver em plenitude o mistério da Paixão de Cristo,  isso é um movimento, um querer diário. Essencialmente, o período é um retiro espiritual, são quarenta dias voltado à reflexão, onde todo cristão se recolhe em oração e penitência preparando o espírito para a acolhida do Cristo Vivo.

Após o período de quarenta dias, se inicia oTríduo Pascal, que termina no Domingo de Páscoa.

Cada passo dado durante a Quaresma nos aproxima mais do Cristo vivo no Sacramento da Eucaristia.

O Dízimo do Senhor

“Honra ao Senhor com os teus bens e com a primeira parte de todos os teus ganhos; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Provérbios 3; 9,10)

A prática do dízimo não é um ato que se faça sem que o coração esteja envolvido. Tudo o que temos vem de Deus, justo será que lhe entreguemos parte dos bens com que Ele próprio nos cumula.

Já no Antigo Testamento observamos o patriarca Abraão, que oferece o dízimo: “Considerai, pois, quão grande é aquele a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos seus mais ricos espólios. 5Os filhos de Levi, revestidos do sacerdócio, na qualidade de filhos de Abraão, têm por missão receber o dízimo legal do povo, isto é, de seus irmãos”. (Hb 7,4-5) 

Carta Apostólica “Misericordia et misera”

Íntegra da Carta Apostólica “Misericordia et Misera” do Papa Francisco, por ocasião do encerramento do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia.

CARTA APOSTÓLICA MISERICORDIA ET MISERA do Santo Padre FRANCISCO

MISERICÓRDIA E MÍSERA (misericordia et misera) são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera (cf. Jo 8, 1-11). Não podia encontrar expressão mais bela e coerente do que esta, para fazer compreender o mistério do amor de Deus quando vem ao encontro do pecador: “Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia”.[1] Quanta piedade e justiça divina nesta narração! O seu ensinamento, ao mesmo tempo que ilumina a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, indica o caminho que somos chamados a percorrer no futuro.

A Porta Santa é um gesto da misericórdia de Deus

A Porta Santa é uma porta especial em uma catedral ou em uma basílica,  aberta somente em anos jubilares. Normalmente esse acontecimento se repete a cada 25 anos, intervalo entre os anos santos ordinários. Entretanto ela pode ser aberta durante anos extraordinários como fez em 1983, o então Papa João Paulo II.

Em 8 de dezembro de 2015, Papa Francisco inaugurou o Ano Santo da Misericórdia abrindo a Porta Santa que ficará aberta até 20 de novembro de 2016.

Muitos se perguntam o significado da Porta Santa. ”A Porta Santa é simbólica: ela representa o passo do pecado à redenção, da morte à vida, do não crer à fé. Jesus se descreve como “a Porta”. Precisamos entrar por ele para chegar ao Pai. A porta é a via da salvação”.

Papa Francisco lembra que :“haverá nesta ocasião uma Porta da Misericórdia, e quem passar por ela poderá experimentar o amor de Deus que consola, que perdoa e dá esperança”.

O dia 8 de dezembro escolhido para o início do Ano Jubilar tem duplo significado. Nessa data celebramos a solenidade da Imaculada Conceição. A Virgem Maria é a porta pela qual a Salvação entrou no mundo, além disso,  marca os 50 anos do Concílio Vaticano II.

Passar pela Porta Santa, não é somente cumprir uma preceito. Passando por essa Porta você recebe uma indulgência plenária, ou seja, a “remissão da pena temporal pelos pecados perdoados em confissão”  sempre e quando o ato for acompanhado pela comunhão e pela confissão, e a pessoa fizer um ato de fé, rezar pelas intenções do Papa e realizar um ato de misericórdia.

Carta do Papa Francisco com indicações acerca do Jubileu da Misericórdia

Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Nova Evangelização

A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito,  desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.

“Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2016

Queridos irmãos e irmãs!

Na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia recordei que “há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai” (Misericordiae Vultus, 3). De fato, o amor de Deus quer chegar a todos e cada um, transformando aqueles que acolhem o abraço do Pai noutros tantos braços que se abrem e abraçam para que todo o ser humano saiba que é amado como filho e se sinta “em casa” na única família humana. Deste modo, a ternura paterna de Deus, que se estende solícita sobre todos, mostra-se particularmente sensível às necessidades da ovelha ferida, cansada ou enferma, como faz o pastor com o rebanho. Foi assim que Jesus Cristo nos falou do Pai, dizendo que Ele Se inclina sobre o homem chagado de miséria física ou moral e, quanto mais se agravam as suas condições, tanto mais se revela a eficácia da misericórdia divina.

 “Igreja, família de Deus – A profecia dos relacionamentos”

 

“Igreja, família de Deus – a profecia dos relacionamentos” é o título do meu primeiro livro. Na verdade, é uma coletânea dos escritos que eu fiz ao longo desses 14 anos para a Comunidade Coração Novo e que foram organizados por Luciano Rocha, tendo em vista o fato de que eu já pregava nas igrejas sobre esse tema e levava essas mensagens que eu tinha para a comunidade também com uma visão eclesial para as paróquias e outras comunidades.

 “Aos Pés da Cruz”

O bispo auxiliar, animador dos Diáconos na Arquidiocese, Dom Luiz Henrique, escreveu assim na apresentação do livro “Aos pés da Cruz”, escritos pelos alunos da escola diaconal: “O livro se destaca pela simplicidade, o que é próprio das coisas de Deus. Tem como objetivo ajudar a todos os fiéis no caminho da espiritualidade e da prática sacramental”.

Segundo Luciano, o livro visa dividir com os irmãos de comunidade paroquial um pouco da espiritualidade franciscana que animou a vida de Padre Pio. Num primeiro momento o leitor é convidado, então, a conhecer um pouco da vida de São Pio de Pietrelcina. Foram selecionados alguns textos importantes, inclusive a homilia de João Paulo II na ocasião da canonização de Padre Pio. Depois há meditações diárias, a partir de frases de Padre Pio e da Palavra de Deus. Há orações compostas por ele e orações de cunho franciscano e mariano.

Por fim, foi selecionada, das Fontes Franciscanas o escrito “A Perfeita Alegria”. Este lindo conto místico faz parte de um conjunto de histórias chamadas “Fioretti” (Florzinhas). Trata-se de pequenos relatos sobre a vida de São Francisco de Assis e dos primeiros frades. Eram histórias transmitidas de maneira oral e compiladas muitos anos depois. De modo particular, “A Perfeita Alegria” expressa muito bem a mística franciscana e nos ajuda a entender melhor a espiritualidade que Frei Pio vivia. De acordo com os alunos, esse é um ‘livro de cabeceira’, para ser lido com calma, e se tornar parte das orações diárias.