Pai adotivo de Jesus, Patriarca da Sagrada Família, Protetor da Igreja. Engana-se quem pensa que não há muito que falar de São José. Esse homem, escolhido por Deus para proteger Jesus e Maria da perseguição de Herodes, é exemplo de obediência, humildade e serviço.

Desde o momento em que, em sonho, o anjo lhe disse que o filho que Maria levava no ventre era obra do Espírito Santo, ele não vacilou. Obediente, colocou-se à frente, em serviço, para levar a um lugar seguro aqueles que lhe foram confiados por Deus.

A devoção a São José encontra sua maior difusão entre os papas. Isso pode ser observado pela quantidade de documentos, encíclicas, decretos e discursos emitidos por eles, que reconhecem o santo como padroeiro da Igreja e protetor de Jesus Cristo.

Em 8 de dezembro de 1870, por meio do Decreto Quemadmodum Deus, o bem- aventurado Pio IX proclamou São José Padroeiro da Igreja Universal. E em 7 de julho de 1871, por meio da Carta Apostólica Inclytum Patriarcham, Pio IX estabeleceu a festa litúrgica, o ofício e os privilégios litúrgicos a São José.

Foi o Papa Leão XIII que propôs, por meio da encíclica Quamquam Pluries, de agosto de 1889, São José como modelo de esposo e de pai, tornando-se, assim, exemplo para as famílias cristãs.

Já Bento XV publicou o Motu Proprio Bonum Sane, logo após a Primeira Guerra Mundial, no qual aponta São José como a solução espiritual para os problemas do pós- guerra.

A proposta de estabelecer São José como modelo para os trabalhadores (operários) surge através de Pio XI, em sua encíclica Divini Redemptoris, de março de 1937.

Às portas do Concílio Vaticano II, em 1961, o Papa João XXIII declarou São José como protetor do Concílio. Em 1989, o então Papa João Paulo II, em sua Exortação Apostólica Redemptoris Custos, apresenta uma notável obra-prima de espiritualidade sobre São José.

Grande devoto do santo, Bento XVI preparou a introdução do nome de São José nas três orações eucarísticas no Missal Romano, posterior ao Concílio Vaticano II. Entretanto, em virtude de sua renúncia, não pôde finalizar esse ato, que coube ao Papa Francisco concretizar.

Com isso, podemos observar a importância de São José para a Igreja. Em um de seus discursos, Bento XVI ensina: “Falando à multidão e aos seus discípulos, Jesus declara:

‘Um só é vosso Pai’ (Mt 23, 9). Com efeito, não há paternidade fora da de Deus Pai, o único Criador ‘do mundo visível e invisível’. Entretanto, foi concedido ao homem, criado à imagem de Deus, participar na única paternidade de Deus (cf. Ef 3, 15). Ilustra- o de maneira surpreendente São José, que é pai sem ter exercido uma paternidade carnal. Não é o pai biológico de Jesus, do Qual só Deus é Pai, e, todavia, exerce uma paternidade plena e completa.”

Muitos desses papas afirmaram que, depois da Virgem Maria, São José é o maior de todos os santos.

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