“Igreja, família de Deus – a profecia dos relacionamentos” é o título do meu primeiro livro. Na verdade, é uma coletânea dos escritos que eu fiz ao longo desses 14 anos para a Comunidade Coração Novo e que foram organizados por Luciano Rocha, tendo em vista o fato de que eu já pregava nas igrejas sobre esse tema e levava essas mensagens que eu tinha para a comunidade também com uma visão eclesial para as paróquias e outras comunidades.

A mensagem central do livro diz respeito a um caminho em busca da identidade primeira da Igreja, que é ser família, e as consequências de viver sob essa identidade, tanto na vida fraterna quanto nas especificidades particulares de cada membro da Igreja na vida fraterna.

O livro trata de realidades como a paternidade e a maternidade espiritual, o valor do ancianato na Igreja, a vida fraterna como lugar de crescimento e de amadurecimento. Ao mesmo tempo, o livro sugere que o bom resultado dos trabalhos pastorais que nós podemos desenvolver nas nossas paróquias está ligado, antes, ao contexto em que esses trabalhos pastorais nascem. Já que a Igreja é familia, e os membros conseguem fazer essa conversão de visão e se entenderem como família, eles estarão muito mais ligados por conta dos vínculos que criam entre si, dos vínculos familiares, do que por um trabalho, uma adesão a uma pastoral, a uma oraganização, uma estrutura  interna da paróquia ou da comunidade onde participa.

Nesse sentido, há a importância de compreender a figura do padre como pai – o primeiro pai espiritual. No entanto, o sacerdote não é o unico chamado a exercer a paternidade espiritual. Os leigos também são chamados a essa mesma dinâmica.

O livro pretende alcançar o objetivo de pensar, ou de refletir, a conversão pastoral proposta pelo Documento de Aparecida, elaborado pelo CELAM/2007, que, dentro dessa visão, não se trataria de um novo projeto de evangelização, de um novo projeto pastoral ou qualquer coisa do tipo, mas sim que a Igreja pudesse fazer um caminho de volta às suas raízes, à sua identidade e na sua raiz primeira a “Igreja é família de Deus” – “Conseqüentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus.” (Ef 2, 19).

Por Izaías de Souza Carneiro

Fundador Comunidade Coração Novo

 

 

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