Edith Stein nasceu na Polônia, em 12 de outubro de 1891, em uma família judia praticante, justamente no Dia do Perdão – Yom Kippur (festa judaica).
Apesar de sua mãe ser muito devota, perdeu a fé em Deus ainda muito jovem. Estudou filosofia e teologia e, sendo judia, mais tarde se converteu ao catolicismo, tornando-se freira. Foi canonizada como mártir da Igreja Católica e é uma das seis santas co-padroeiras da Europa.
Movida pelas tragédias da Primeira Guerra Mundial, em janeiro de 1915, Edith interrompeu seus estudos na universidade e se voluntariou como auxiliar de enfermagem em um hospital de doenças infecciosas na Austrália. Mais tarde concluiu seu doutorado com a tese Problema da empatia.
Em 1921, teve uma grande mudança em sua crença a partir da leitura da autobiografia de Santa Teresa D’Ávila e se converteu ao catolicismo e foi batizada em 1º de outubro de 1922. Já como religiosa, escreveu a frase: “A fé está mais próxima da sabedoria divina do que toda ciência filosófica ou teológica.”
Alguns anos mais tarde, em 1933, com a ascensão do Partido Nazista e, consequentemente, a perseguição aos judeus, decidiu se tornar freira carmelita descalça e passou a se chamar Teresa Benedita da Cruz. Com a crescente ameaça nazista, foi transferida para o Carmelo da Holanda. Após a divulgação de uma carta da Igreja da Holanda com críticas ao regime, os cristãos passaram a sofrer represálias. Teresa foi capturada novamente e levada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde morreu envenenada em uma câmara de gás, aos 50 anos, no dia 9 de agosto de 1942.
Foi beatificada em 1º de maio de 1987 pelo Papa João Paulo II e canonizada em 11 de outubro de 1988 pelo mesmo Papa.
Santa Teresa Benedita da Cruz também é considerada padroeira dos judeus convertidos.
Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!