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Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem suas raízes aos pés da cruz, com São João Evangelista. Quando um soldado romano atravessou o lado de Jesus com uma lança, do Seu Coração aberto jorraram sangue e água. Dessa forma, Jesus revelou Seu amor e Sua entrega por nós.

São José de Arimateia foi um dos primeiros devotos do Sagrado Coração de Jesus. Ele escreveu diversos versos sobre o Coração de Jesus e sobre “a lança que Lhe abriu o peito”. De certa forma, antecipava essa devoção, embora ainda não pudesse divulgá-la oficialmente, pois ela não havia sido aprovada pela Igreja.

Santa Margarida Maria Alacoque foi uma das principais religiosas a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Ela nasceu na Borgonha, França, em 1647. Naquela época, embora já existisse a veneração ao Sagrado Coração de Jesus, ela ainda não era muito conhecida. Sua missão foi impulsionar sua difusão universal.

Em uma revelação, ouviu Jesus dizer: “Meu Coração Divino está inflamado de amor pelos homens e por ti. Preciso difundir as chamas do Meu Coração para enriquecer a todos com os preciosos tesouros que nele se encontram.” Assim, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus ganhou novo impulso.

A mais célebre das aparições ocorreu em 1675, quando Jesus pediu a Santa Margarida Maria que fosse instituída uma festa em honra ao Seu Coração: a primeira sexta-feira após a oitava da festa de Corpus Christi, com a recepção da Sagrada Comunhão e atos de reparação e desagravo.

Roma autorizou essa devoção somente 90 anos mais tarde, em 1765, concedendo-lhe Missa própria. Em 1856, a pedido dos bispos da França, a devoção foi estendida a toda a Igreja.

Em 1688, numa visão, Jesus indicou a Santa Margarida Maria o papel que os padres jesuítas deveriam desempenhar na difusão da devoção ao Seu Sagrado Coração.

Jesus revelou a Santa Margarida Maria 12 graças extraordinárias para aqueles que cultivarem a devoção ao Seu Sagrado Coração com amor, dedicação e vida sacramental:

  1. Conceder todas as graças necessárias ao estado de vida;
  2. Dar e conservar a paz nas famílias;
  3. Consolar em todas as aflições;
  4. Ser refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte;
  5. Derramar abundantes bênçãos sobre todas as obras e empreendimentos;
  6. Ser fonte inesgotável de misericórdia para os pecadores;
  7. Transformar as almas tíbias em fervorosas;
  8. Elevar rapidamente as almas fervorosas a uma alta perfeição;
  9. Abençoar as casas onde a imagem do Seu Sagrado Coração for exposta e venerada;
  10. Conceder aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos;
  11. Gravar para sempre em Seu Coração os nomes daqueles que propagarem essa devoção;
  12. Conceder a graça da perseverança final àqueles que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos.

Santa Margarida Maria Alacoque faleceu em 1690. Foi beatificada em 1864 pelo Papa Pio IX e canonizada em 13 de maio de 1920 pelo Papa Bento XV.

Redação: Heloisa Furriel

Revisão textual: Rochelle Lassarot

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