No mês de junho, celebramos, no Brasil, as festas juninas, homenageando Santo Antônio, São João e São Pedro.
Em 13 de junho, data de seu falecimento, em 1231, comemoramos Santo Antônio, muito conhecido popularmente como “o santo casamenteiro”. Porém, sua história de santidade vai muito além das denominações populares.
Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa, Portugal, em 1191. Aos 15 anos, entrou para a Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, onde foi ordenado sacerdote e encaminhado à carreira de filósofo e teólogo. Ao conhecer os franciscanos, porém, encantou-se com o testemunho dos mártires do Marrocos e com a vida itinerante na santa pobreza. Decidiu, então, seguir os passos de São Francisco e testemunhar Jesus com todas as suas forças.
Escolheu ser chamado Antônio em veneração a Santo Antão. Na vida franciscana, destacou-se pela vivência e pregação do Evangelho, atraindo grandes multidões com suas pregações e milagres. Confrontou-se, pessoal e publicamente, com os defensores das heresias. Atendia as pessoas com simplicidade e dedicação, sendo muito querido por causa disso.
Santo Antônio ficou conhecido por sua extrema caridade e amor pelos mais pobres, aos quais distribuía os pães do convento. Essa tradição simbolizava a partilha, a caridade e a fartura.
Inúmeros milagres foram atribuídos a Santo Antônio. Entre eles, destacam-se a aparição do Menino Jesus em seu colo (inclusive retratada em muitas imagens do santo), o sermão aos peixes, o jumento que se curvou diante da Eucaristia, o milagre da bilocação, a cura de um homem com transtornos mentais, a reconstituição de um pé decepado e a cura de um menino paralítico.
A fama de “santo casamenteiro” vem de relatos da época do convento, que apresentam Santo Antônio como intercessor por famílias com problemas de relacionamento. As pessoas recorriam a ele, e muitos conflitos eram solucionados. Além disso, ajudava financeiramente moças pobres da região, por meio de doações, para que conseguissem o dote necessário para o casamento.
Em 13 de junho de 1231, em uma aldeia nos arredores de Pádua, Antônio, já acometido por uma doença e, segundo relatos, em diálogo constante com Jesus, faleceu após respirar profundamente e murmurar: “Eu vejo o meu Senhor.”
Santo Antônio foi canonizado em 30 de maio de 1232, apenas 11 meses após sua morte, o menor intervalo entre morte e canonização em toda a história da Igreja Católica.
Vale muito a pena se aprofundar na rica história de santidade de Santo Antônio, um santo profundamente amado e respeitado no Brasil e no mundo inteiro. Sua vida de generosidade, sua devoção aos pobres e sua fama como santo casamenteiro fazem dele um exemplo de santidade e uma inspiração para milhões de fiéis, seja por meio dos pães milagrosos, seja por suas pregações inspiradoras.
Santo Antônio, rogai por nós!
Fontes:
https://santo.cancaonova.com/santo/santo-antonio-franciscano-e-doutor-da-igreja/
https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/santo-antonio.html
https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/devocao/quem-e-santo-antonio/
https://www.santuariodesantoantonio.com/paezinhos-de-santo-antonio
Redação: André dos Anjos
Revisão: Rochelle Lassarot